Os UB 40 em 1980.
09 Janeiro 2009
The Sugarcubes
A minha única consolação (fraquissima) neste tempo gélido é que na Islândia faz muito mais frio e para além disso os meninos e as meninas que vivem no bloco de gelo estão falidos enquanto país: «toma!»
Quanto ao resto estes aqui tinham uma pancada forte, mas tinham também a menina Björk!
Quanto ao resto estes aqui tinham uma pancada forte, mas tinham também a menina Björk!
07 Setembro 2008
04 Setembro 2008
01 Setembro 2008
Sarah Palin

Será que a equação se alterou? Ou como uma eleição de permissas já estabelecidas (mudança versus continuidade) sofreu um pequeno abalo. Quais os efeitos? Veremos?
Fim de estação na América
Qual será a altura certa para julgar os actos de alguém? Ou como será possível fazer o balança desta administração?
31 Agosto 2008
A Transcaucásia

Expurguemos de cena toda a retórica política. Em primeiro lugar aquela que nos é dada sobre conceitos alargados de fronteira. Que nos obriga a defender a terra dos outros em paragens distantes com vista a prover à nossa própria segurança e que provavelmente daria um adágio do género: «Se queres a paz no teu quintal, faz a guerra nos quintais longinquos dos outros» - e que como se viu pode redundar exactamente no efeito oposto. O que é certo é que alguma lição pode a Europa retirar dos acontecimentos recentes ocorridos na região da transcaucásia.
Não é nada que nos deixe tranquilos, mas confirma-se que para ter de facto algum peso neste mundo perigoso a Europa precisará sempre dos Estados Unidos. Não me estou a referir ao ataque georgiano nem à sua defesa perante o gigante vizinho; Não me refiro a esboços de acordos de cessar fogo - assinados apenas quando o mais forte havia já atingido os seus objectivos; Nem tão pouco ao papel da União Europeia na monitorização do conflito. Tudo isso são assuntos relevantes, mas a grande tragédia europeia é que nunca falará de igual para o gigante russo vizinho. Este apenas parece, à primeira vista, ter estado adormecido por uns tempos. Em agitando-se o que pode a Europa verdadeiramente fazer?
Diz-nos a História que a Rússia nunca se revelou muito gulosa em relação à Europa Ocidental, que nunca foi o seu palco preferido. Agora tudo o que diga respeito à sua vizinhança directa, já contempla um guião um pouco diferente e convém que muita gente se lembre disso. Ilustra bem este ponto a posição alemã que se revelou a mais cuidadosa, sem ser subserviente. Afinal os povos têm memória.
Em suma, pode a Europa achar a sua/nossa posição sobre os assuntos deste mundo das mais esclarecidas e pretendermos que os nossos pontos de vista vinguem, mas a realidade é que isso só acontecerá, pelo menos contra alguns pesos-pesados, enquanto o parceiro da outra margem do lago oceânico estiver em sintonia e disponível para o sacrifício.
Nota: A referência à Transcaucásia é propositada. Se geralmente representa a visão russa sobre as terras para lá da cadeia do Cáucaso, significa aqui que a abordagem da conflitualidade nessa região, encravada entre montanhas e massas de água, passa obrigatoriamente pelo país da águia bicéfala.
Em suma, pode a Europa achar a sua/nossa posição sobre os assuntos deste mundo das mais esclarecidas e pretendermos que os nossos pontos de vista vinguem, mas a realidade é que isso só acontecerá, pelo menos contra alguns pesos-pesados, enquanto o parceiro da outra margem do lago oceânico estiver em sintonia e disponível para o sacrifício.
Nota: A referência à Transcaucásia é propositada. Se geralmente representa a visão russa sobre as terras para lá da cadeia do Cáucaso, significa aqui que a abordagem da conflitualidade nessa região, encravada entre montanhas e massas de água, passa obrigatoriamente pelo país da águia bicéfala.
30 Julho 2008
26 Julho 2008
25 Julho 2008
13 Julho 2008
A coragem
Confesso que o caso nunca me interessou muito. O cativeiro da senhora seria o corolário triste da luta política num país da América Latina: o emprego da violência física como «businesses as usual». Mas de facto os relatos que nos chegam só nos podem fazer admirar a coragem física e moral de tal personagem. Ou melhor, como a bestialidade existe em todos nós. Basta que nos deêm nem que seja uma ilusão de poder, uma suposta superioridade sobre os nossos semelhantes para aspirar ao esmagamento do outro. Contra isso, por vezes, apenas a força de espirito.
21 Junho 2008
15 Junho 2008
Os camionistas
Muito se tem falado nos últimos dias sobre o impasse no país provocado pelos camionistas. A polémica em si não me interessa muito. Se o governo devia ou não logo de inicio ter usado a força, se devia ou não ter cedido às exigências. O aspecto interessante nisto tudo é que - recordando o adágio que a segurança é como o ar, só se dá por ela quando falta, ou quando parece faltar - ao primeiro sinal de possível escassez de bens, deu-se inicio à corrida às bombas e hipermercados. Reais ou apenas percepcionados o que é certo é que os efeitos do bloqueio sofreram um efeito de propagação muito para além do seu real valor. Fala-se na cedência do governo, mas esquecemos que somos nós os primeiros a contribuir para ela. A melhor arma para desestabilizar uma sociedade está à vista de todos: basta ameaçar a nossa frágil ideia de segurança e bem estar para começar o descalabro. E depois o culpado é sempre o Estado.
Outro aspecto interessante: quem mais exige a intervenção das forças de segurança, parece ser quem mais crítico é das suas formas de actuação. Revelador!
Outro aspecto interessante: quem mais exige a intervenção das forças de segurança, parece ser quem mais crítico é das suas formas de actuação. Revelador!
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